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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

OS MISERÁVEIS



A Cícero Diniz

Meu caro amigo Diniz,
Tu me deixaste feliz
Com livro que tu me deste.
Que verdadeira obra-prima,
Uma poesia sem rima,
Mas um trabalho inconteste.

Um poema solidário
Que demonstra o proletário,
Vítima do grande jugo.
Um livro polivalente,
Uma epopéia virente
Do famoso Victor Hugo.

Nesse poemeto lindo
Temos Monsenhor Benvindo,
Uma figura excelente;
Nenhum fato se repete
Mas o drama de Cosette
Toca no íntimo da gente

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domingo, 23 de setembro de 2012

MEU RIACHO ARAIBU



Meu fantástico Araibu
Você merece respeito
Quero imprecar nossa gente
Que o trate sem preconceito
É preciso haver capricho
Pra não se jogar mais lixo
Lá nas águas do seu leito.

Você merece respeito
De toda sociedade
Manancial fabuloso
Da nossa comunidade
Respeitá-lo é meu propósito
Não transformá-lo em depósito
Dos dejetos da cidade.

A nossa comunidade
Precisa ter mais visão
Combatendo o desmazelo
Que causa poluição
Zelando mais nosso rio
Topar esse desafio
É de nossa obrigação.

Eu lhe dou muita atenção
Por ser russano também
A prefeitura precisa
Fazer-lhe o sagrado bem
Mudando o seu visual
Sem transformá-lo em curral
De sustentar palafrém.

Devemos fazer o bem
Ao nosso fiel mendigo
Que vive assim desprezado
No vendaval do perigo
O seu estado grotesco
Fez o vate pitoresco
Descrevê-lo nesse artigo.

Faz parte do nosso abrigo
Esse riacho querido
Um manancial virente
Bastante desprotegido
Esse riacho folclórico
É o nosso marco histórico
Não pode ser esquecido.

Esse riacho querido
Destaca nossa cidade
Como as pedras esquecidas
Da nossa sociedade
Outra beldade daqui
A Lagoa do Izodi
Encanto da mocidade.

Antônio Agostinho Santiago - Russas-CE

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Fonte: da imagem: tripmondo
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