Mostrando postagens com marcador Antônio Agostinho Santiago. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Antônio Agostinho Santiago. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

OS MISERÁVEIS



A Cícero Diniz

Meu caro amigo Diniz,
Tu me deixaste feliz
Com livro que tu me deste.
Que verdadeira obra-prima,
Uma poesia sem rima,
Mas um trabalho inconteste.

Um poema solidário
Que demonstra o proletário,
Vítima do grande jugo.
Um livro polivalente,
Uma epopéia virente
Do famoso Victor Hugo.

Nesse poemeto lindo
Temos Monsenhor Benvindo,
Uma figura excelente;
Nenhum fato se repete
Mas o drama de Cosette
Toca no íntimo da gente

Bookmark and Share

domingo, 23 de setembro de 2012

MEU RIACHO ARAIBU



Meu fantástico Araibu
Você merece respeito
Quero imprecar nossa gente
Que o trate sem preconceito
É preciso haver capricho
Pra não se jogar mais lixo
Lá nas águas do seu leito.

Você merece respeito
De toda sociedade
Manancial fabuloso
Da nossa comunidade
Respeitá-lo é meu propósito
Não transformá-lo em depósito
Dos dejetos da cidade.

A nossa comunidade
Precisa ter mais visão
Combatendo o desmazelo
Que causa poluição
Zelando mais nosso rio
Topar esse desafio
É de nossa obrigação.

Eu lhe dou muita atenção
Por ser russano também
A prefeitura precisa
Fazer-lhe o sagrado bem
Mudando o seu visual
Sem transformá-lo em curral
De sustentar palafrém.

Devemos fazer o bem
Ao nosso fiel mendigo
Que vive assim desprezado
No vendaval do perigo
O seu estado grotesco
Fez o vate pitoresco
Descrevê-lo nesse artigo.

Faz parte do nosso abrigo
Esse riacho querido
Um manancial virente
Bastante desprotegido
Esse riacho folclórico
É o nosso marco histórico
Não pode ser esquecido.

Esse riacho querido
Destaca nossa cidade
Como as pedras esquecidas
Da nossa sociedade
Outra beldade daqui
A Lagoa do Izodi
Encanto da mocidade.

Antônio Agostinho Santiago - Russas-CE

____________________________
Fonte: da imagem: tripmondo
_________________________________
Bookmark and Share

ORFANDADE



Morte rude, nefasta e comovente
Assassina cruel de mãe querida
O seu instinto perverso de homicida
Transformara o prazer da nossa gente.

Daquela prole eu fora o mais carente
Dos carinhos sublimes desta vida
Uma criança de alma estarrecida
Mergulhada na dor eternamente.

Chorei muito depois que mãe morreu
Minha infância, nefanda, comoveu
O princípio da minha mocidade.

Nesse berço sagrado de Dom Lino
Seu passara o meu tempo de menino
Contristado com a minha orfandade.

Antônio Agostinho Santiago – Russas-CE
___________________
Créditos da imagem: desafiodeser
_________________________________
Bookmark and Share

quinta-feira, 14 de junho de 2012

DESCRENÇA



Eu sou um tosco rebento da desgraça
Excremento que vaga sobre o chão
Como rústico parente de Adão
Eu detesto a minha tétrica raça

Meu talento poético amordaça
A mentira nefanda, a imperfeição
Que perturba meu rude coração
Neste mundo de crime e de trapaça

Já não vejo na vida mais assédio
A descrença me causa um grande tédio
Hoje vivo somente da descrença

Eu trago em mim a dor como um castigo
Meu tormento macabro de mendigo
Apagou para sempre a minha crença

Antônio Agostinho Santiago - Russas-CE
______________________________
Bookmark and Share

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Soneto ao Poeta Castro Alves (vulgo Secéu)

Castro Alves



O poeta condoreiro
Pregou com sinceridade
O grito de liberdade
Do nosso irmão brasileiro

Debatendo o cativeiro
Esse gênio na verdade
Demonstrou fidelidade
No seu papel de troveiro

Esse poeta romântico
Descrevera no seu cântico
A nossa libertação

Nosso poeta Secéu
Arrebentara o labéu
Da tremenda escravidão.

Antônio Agostinho Santiago - Russas-CE
___________________________________
Bookmark and Share

SONETO A SECA





Negra cruel e faminta
A seca sempre tem sido
Deixando mato abatido
E a fauna bonita extinta

Dessa maneira ela pinta
O velho bosque florido
Deixando o campo esmarrido
Com o toque da sua tinta

Vai praticando hecatombe
É de bem que aqui eu zombe
Com toda a minha franqueza

A seca devora mais
Do que toscos animais
Abatendo a linda presa

Antônio Agostinho Santiago - Russas-CE
_______________________________________
Bookmark and Share

SONETO ÍNTIMO




Tresloucado vagar a vinda inteira
Nesse caos de miséria e de ternura
Eu vi de perto a minha desventura
Essa rústica e louca companheira

A pobreza nefanda e corriqueira
Me levara pro mundo da amargura
Meu espírito perdeu toda postura
Com o impulso da sorte passageira

Sem arrimo viril, sem resistência
Eu vou cantando a triste decadência
Como dimana a minha vocação

Como grande poeta genial
Sinto o peso da mágoa crucial
Devastando o meu tosco coração

Antônio Agostinho Santiago - Russas-CE

______________________________________
Bookmark and Share

sábado, 24 de dezembro de 2011

NATAL DE UM POBRE



Numa triste manjedoura
Nascera Jesus supino
Um rebento peregrino
De voz acalentadora.


De Maria, uma pecadora
Emanara o ser divino
Para mostrar o destino
Dessa vida esmagadora.


Vinte e Cinco de Dezembro
Dia Sagrado que eu me lembro
Com minha sinceridade.


Momento de grande glória
Que passou pra santa história
O mártir da humanidade.


Antônio Agostinho Santiago - Russas-CE


********************************
Bookmark and Share

A VIOLÊNCIA



A violência dimana
Do regime social
Do Congresso mentiroso
Da justiça parcial
Da falsa ideologia
Que manipula a moral.

Bookmark and Share

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

POEMA DEDICADO A AGOSTINHO JOSÉ DE SANTIAGO NETO, MEU AVÔ



Descrever agora eu vou
Sobre o meu querido avô
Agostinho Santiago
Essa figura poética
Dá vigor à minha estética
Preenche meu mundo vago.

Bookmark and Share

VERSOS AO POETA LÍVIO BARRETO

Poeta Lívio Barreto


Com o moacir Jurema
Descreveu mais de um poema
Esse vate genial
O nosso Lívio Barreto
Esmerou-se no soneto
Como intelectual.

Bookmark and Share

VERSOS A FRANCISCA CLOTILDE BARBOSA LIMA


Nossa Franscisca Clotilde
Essa poetisa humilde
Merece a minha alusão
Figura extraordinária
Beletrista solidária
Artista por vocação.

Bookmark and Share

sábado, 20 de agosto de 2011

Cá entre nós



A Um Poeta Beato

Diminuto poeta campesino
Padre rudo sem letra e sem estola
Decantando no braço da viola
A desgraça cruel do seu destino.

Com repente macabro fescenino
Esse bobo aliena a fazendola
Doutrinando o seu verso sem escola
No casebre vulgar do nordestino.

Nunca lera o mais tosco alfarrábio
Mas se julga famoso como um sábio
No momento nefasto da peleja.

Esse monstro nefando do repente
Como um louco domina a nossa gente
Com as burrices nojentas da igreja.


Antônio Agostinho Santiago - Russas-CE
Bookmark and Share

Lígia, fruto do meu ser



Minha Filha Lígia

Meu conselho é mais do que correto
Para ti que és tão incipiente
Meu carinho te vai como presente
Deste pai simpático e tão discreto.

Nunca fujas do teu caminho reto
Como filha me sejas sapiente
Quero ver-te assim decentemente
Neste mundo satânico e abjeto.

Professora fiel, ou costureira
Irmã de caridade, ou mesmo freira
São méritos de grande cidadoa.

Só não quero que sejas poetisa
Qualquer outro caminho concretiza
Tua vida exemplar de filha boa.


Antônio Agostinho Santiago - Russas-CE
Bookmark and Share

É preciso lutar pela escola!




O Ensino Atual

Acabou-se o respeito no colégio
O trabalho tornou-se cansativo
O discente nafasto e fugitivo
Só aprende com muito sortilégio.

A cultura perdeu seu privilégio
Esse campo tornou-se restritivo
O docente sincero e positivo
Já não pode ser mais um douto egrégio.

Falta lisura no tosco alunato
O colégio perdera o seu retrato
De correto, modesto e prazenteiro.

No recinto paupérrimo da escola
O discente madraço joga bola
Pra fugir do trabalho verdadeiro


Antônio Agostinho Santiago - Russas-CE
Bookmark and Share

sábado, 4 de junho de 2011

O menino poeta num mundo tenebroso

Menino Sentado - Antonio Bandeira


Aquele Menino


Aquele menino pobre
Vem de uma família nobre,
Mas não teve distinção.
Num ambiente restrito
Vivera como um precito
Sem nenhuma proteção.

Bookmark and Share

A Paulo Freire, uma grande figura humana

Paulo Freire


Pedagogo do Povo Brasileiro

Paulo Freire, grande mestre,
Voz perfeita na docência.
A nova pedagogia
Abalou a inteligência
Da nefasta autoridade,
Que detesta liberdade
Neste Brasil sem decência.


Bookmark and Share

A sua imensa grandeza




Russas


Prendo a caneta na mão
Para fazer descrição
Da minha terra querida;
Meu velho berço portento
Terra do meu nascimento,
Pedaço da minha vida.


Bookmark and Share

domingo, 10 de abril de 2011

Nesse momento fagueiro



O meu fim

Eu quero ver sobrescrito
Na lápide tumular
O meu nome singular
De pensador erudito.

Bookmark and Share

Num trinta de março



Um Lar desfeito

Separou-se do lar fraterno amigo
Um poeta modesto e derrotado
Mas não foi por viver amancebado
Foi somente por ser triste mendigo.

Bookmark and Share
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...